Olá doces criaturas deste mundo maravilho e auspicioso. Deixe-me dar-lhes a honra de mais uma vez trocarmos palavrórios. Mas, por convenção social, tenho de perguntar: “oi! Tudo bom? Como você esta?”
Esta bem chega destas palhaçadas alternativas. Particularmente este negócio de educação para certas ocasiões torna-se um verdadeiro chute genital.
Hoje, ao contrário dos últimos posts não irei falar sobre nerdisses, quer dizer, não irei falar sobre mecânica quântica, multiverso, universos oscilantes e nem teoria das cordas, mesmo estando bastante comovido ao ver meu fim de vida como o velho do filme do Wood Allen em “Tudo Pode dar Certo”, mas, estamos aqui para falar de outra coisa hoje.
Sinceramente, nunca a obra “Crepúsculo dos Ídolos” do Nietzsche foi tão atual e interessante de ser analisada quanto pode ser agora. Sério! O mais interessante é você realmente observar como se torna cada vez mais decadente o cenário mundial e seus ícones.
Vamos ver da seguinte vertente, se você chegar agora e parar o primeiro ser na rua e perguntar quem foi Stephen Hawking, provavelmente ele vai olhar com cara de ostra infinita, mas, se você perguntar quem é o Mc Bola de Fogo, de garanto 70% que ele conhecerá.
Está bem, este discurso é extremamente clichê, mas, ele é a introdução do tema. Vejamos o seguinte âmbito histórico: um dia Pitágoras através de infinitos pensamentos pensou na divisão fracionada de uma corda esticada num pau e inventou o “monocórdio”, depois com o passar do tempo foram evoluindo e tals, Kepler numa mistura de maconha com chá de lírio fez uma maldita ligação entre música e astronomia, então um dia, um caboclo me pega, inventa uma unidade de medida para freqüência de nota chamada “cents” e inventa o temperamento e baseia-se que Lá na 3° oitava tem que ter 440 hertz.
Depois disso inventaram o clavicembalo, cravo, rabeca, no meio da historia surgiu as escalas diatônicas, incríveis harmonias sem dissonâncias, inventaram a o piano, aí já começou a ter dissonância, contrapontos fodidos, a criação do maestro para reger entre 80 a 120 mamelucos com instrumentos, teve o cenário de guerra, músicas patrióticas, a criação da orquestra de câmara devido a mobilidade da música devido o ambiente hostil, surge a música moderna, Schoenberg fala que tonalidade é coisa de viadinho, Stravisky fala que tonalidade e ritmo certo é coisa de viadinho, Varése fala que macho que é macho usa cálculos de ionização de moléculas para criar texturas musicais, Xenakis bate a mão no peito e diz que foda é usar cálculos estocásticos Markovianos para compor música, o barato vai pra tecnologias de oscilações freqüências, música eletro-acústica, fractal, pós-modernismo, serialismo, enquanto isso um cara vê num trem um ex-escravo de plantação de algodão no Mississipi tocando um violão com estilete, JB Lenoir canta um blues pela guerra do Vietnan, Hendrix pergunta para Joe o que fará com aquela arma, pessoas lutam, dão o melhor de si e hoje ligo o rádio e ouço que mais uma estrela da música vai viajar para o Caribe se reabilitar de químicos!
PUTA QUE PARIU! Gustav Mahler teve que fugir de perseguição anti-semita, viveu na miséria assim como Béla Bartok e hoje um maldito ser que sequer saber estruturas básicas musicais se considera um ícone.
Em devidas proporções, é o mesmo que comparar Augusto Cury e Paulo Coelho à Goethe e Kant e, além disso, falar que Dan Brown é um contestador da igreja do mesmo nível de Voltaire e Giordano Bruno.
Resumidamente, hoje ocorre o oposto da famosa frase de Maquiavel em que “os fins não justificam os meios” e sim “os meios não justificam o fim”. Se você parar para observar bem, não temos mais ícones, ou pessoas que realmente inspirem algo nas massas, por exemplo, a indústria fonográfica esta tão desesperada que qualquer um que tem coragem de se expor sexualmente para apelo de mídia e aceite ser um pau mandado, eles criam um ícone para a massa. Aliás, um falso ícone pois, não precisa cantar porque o produtor acerta afinação com o Melodyne, não precisa compor e arranjar porque tem quem o faça, tem estilista, coreografo e tudo que o “ídolo” tem que fazer é falar que se dopa, dá pra caralho na balada, é pop e fodão e balançar a genitália como gorilas num zoológico(desculpe gorilas).
O mais interessante que esta fraqueza se reflete na sociedade, nunca se viu tantas pessoas fracas e facilmente persuadidas quanto são hoje, típicas ovelhinhas do capitalismo e da mídia. Aliás, não somo muito diferentes do Chester que você come no natal, aliás, você deveria saber como que ele é feito! HAhAUhauhAUhA
A sociedade tem se tornado um amontoado de zumbis depressivos e dependentes químicos! Oooooh coisa boa!
No mais, por enquanto é só! Não se esqueça de apagar a luz e fechar a porta antes de sair!