segunda-feira, 26 de abril de 2010

Maracatu Atômico do Cabrobó

Olá pessoal, aqui estou eu novamente após um fim de semana onde, diga-se de passagem, que nada de especial ocorreu além de minhas constantes viagens e alucinações.

Agradeço ao pessoal que leu o post anterior e que tem elogiado e criticado.

Também informo que ainda bem que não vi mais o profeta metroviário e para iniciar o assunto caótico de hoje eu gostaria de deixar claro antes que queiram me pregar, queimar, esquartejar como herege ou ateu que eu não sou nada disso. Obviamente que também não sou cristão e o que escrevo aqui é somente uma busca pela verdade.

Para iniciar o assunto de hoje, peço encarecidamente como um metre de um restaurante caro pra caralho que diz que um vinho chileno de 1951 é o mais barato(deja vu amoroso ahuahaua), enfim, voltando, peço que você tire de sua caixa craniana tudo aquilo que você acredita que seja obrigatório, constante, determinístico e certo pois, hoje pretendo falar da maior brisa que existe, o entendimento do universo.

Quase todas as pessoas do mundo, principalmente os telespectadores da Record, Globo, SBT e Gazeta acham que Deus fez o mundo num momento de solidão e depois de alguns verbos e tals, fez brotar a mulher da costela do Adão e tudo isso a pouco mais de 6000 anos atrás.

Até o momento, este modelo tem sido bem usado para domar as ovelhas do mundo e sistematizar seus pensamentos e limitar suas ações usando táticas de punição como ir para o inferno. Eu diria que este lance de ter recompensa e punição pelos atos tem o dedo do Skinner, mas, a proeminente cabeça dele veio milênios depois e eu não sou espírita para acreditar em reencarnação.

Acredito que boa parte das pessoas já deve ter lido ou ouvido falar da teoria do “big bang”, da grande explosão. Esta é uma parte do que seria uma plausível teoria sobre o universo e existência, no entanto existe algo que não faz ela ser perfeita! Dentro do pontinho primordial do big bang existe a maior incongruência da ciência que é a não aplicação da relatividade do Einstein com a mecânica quântica.

Com esta putaria você deve estar se perguntando: “então esta porra está errada e viva o santo Daime!” Eu lhe falo que não é bem por aí, pois de umas décadas pra cá (acredite isso é recente) vem sido desenvolvida a teoria das supercordas! E o que é isto? Leia no Wikipédia! Brinks Mané, na verdade a teoria das cordas é basicamente o seguinte: somos formados por átomos. Átomos são formados por prótons, nêutrons envoltos de elétrons. Prótons e nêutrons são formados por quarks (up, down, etc...). Tudo isso unido por forças eletromagnética, gravitacional(no âmbito de grandes escalas), forças forte e fraca(no âmbito subatômicos). No entanto, quando acharam que o quark era o fim da linha de chegada, descobriram coisas bizarras como que existem vários tipos de quarks, partículas das forças e no fim das contas tudo virou uma putaria franciscana porque ninguém entendia mais nada e para resolver isso e arrumar a incongruência da relatividade e mecânica quântica surgiu a teoria das cordas.

Ela sugere que os quarks são apenas nós e modelos de vibrações de cordas extremamente pequenas e que o universo na realidade é formado por isso e aí vem a parte bizarra. Normalmente você falaria que eu tomei santo daime com red Bull se eu falasse que o universo tem 4 dimensões como o Einstein propôs(x, y, z e tempo), no entanto, segundo a teoria das cordas existem 10 dimensões espaciais, isto é, x, y, z e no meio subatômico, existem 7 dimensões recurvadas por onde as cordas vibram.

Surge então a outra coisa bizarra, o tempo, não é uma linha reta e sim recurvado. Por mais estranho que isso possa parecer, tanto Goethe quando Nietzsche sugeriram isso no passado remoto. Goethe com aquela famosa citação do prólogo do Fausto onde diz: ”o que foi torna a ser. O que é perder a existência. O palpável é nada e o nada assume a essência.” Medonho isso? Pois bem, Nietzsche tinha uma teoria denominada “o eterno retorno” da qual fala que o tempo sempre se repete e vivemos este momento na eternidade.

Neste exato momento, fiz a seguinte ligação e peço para você se abster dos conceitos terrestres mais uma vez e simplesmente ver a linha lógica sugere que o universo pode ter sempre existido e terminado, como em pulsos, aquilo onde os gregos na mitologia de Cronos fala que é a “bioluminescência”.

O interessante desta história é que com isso, vemos que não existe um real sentido pra vida e com isso leva a interpretar o porquê Einstein em elevada idade quando escreveu o livro “Como vejo o mundo”: “... procuro não entender um significado para a vida, deixo isso para os pobres de espírito.”

Por mais estranho que isso possa parecer, aparentemente o universo é mutável, tanto no sentido espacial quanto temporal e o “fim” e “início” não existem para ele. Até porque isto é uma ”obrigação” que veio do pensamento de nossos antepassados que foi carregado através do subconsciente coletivo.

Resumindo, o universo vive eternamente o agora e este é refletido em dimensões paralelas a ele, como se fossem outras realidades paralelas a nossa que podem, além disso, existir para além do tamanho da galáxia como para o tamanho das cordas e a única partícula que passa por todas as dimensões, por incrível que pareça é o gráviton (partícula da gravidade).

Pois bem, não terminarei tudo hoje. Vou deixar a continuação para o próximo post, mas, caso tenham interesse me mandem email que posso dar o nome dos livros que fundamento estes pensamentos.

No mais, fiquem no aguardo de mais coisas perturbadoras! Muito pior que ver a avó pelada lavando um radio no tanque.

Abraço a todos e deixo aberto os posts para comentários e sugestões!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Me vê 2kg de urânio 238 fresquinho

Olá caros amigos desconhecidos que gastam seus escassos tempos para a leitura deste blog que pende ao nonsense.

Depois de alguns estímulos alheios, resolvi começar a publicar meus comentários perniciosos e em algumas vezes meio ácido com relação a situações corriqueiras em nossas vidas das quais fico teorizando.

Para iniciar, nada melhor do que contar de forma epopéica um fato do qual ocorreu recentemente enquanto eu estava no vagão do metrô indo para minha labuta diária vender minhas horas de vida ao capitalismo.

Imagine-se na seguinte situação: metrô de manhã, sono, preguiça, um número de seres humanos que tendia ao infinito e no meio do vagão, um homem que aparentava ter uns 30 anos de idade, calça e camisa social, um guarda-chuvas pendurado no braço e sua arma letal contra todos os inimigos do bem e a luz das ovelhas desgarradas! Sim, sua bíblia!

A principio pensei que se tratasse de apenas mais um leitor assíduo das palavras cristãs, mas, quando a porta do vagão fechou, o ser obstruindo qualquer lei de liberdade e escolha, agindo como um totalitário de Deus, começou a pregar dentro do vagão.

Nos primeiros instantes eu ignorei e fiquei ignorando até acabar a bateria de meu celular e ceder minha liberdade auditiva e fiquei privado de ouvir Smoke on the Water e tive de ouvir os seguintes termos proféticos: “oooooh senhorrr mandou seis terremotos este anooo, seis terremotos este ano e o 7° será no Brasil, está na bíblia que a 7° trombeta soará na terra de paz e isso não é tudo, porque a gripe suína foi uma praga, o sinal, é o fim do mundo, o fim do mundo está próximo irmãos.”

Tirando a incrível movimentação peristáltica que tive no momento em que ouvi isso, numa medida desesperada do meu organismo de tentar liberar esta overdose de ladainha profética apocalíptica. Eu me coloquei a indagar os pensamentos jogados em minha cabeça e das outras pessoas que comentavam entre si que realmente era o fim do mundo.

Entretanto, imagine a seguinte situação em que após o amém dele, eu levanto e falo: parabéns, parabéns amigão, por espalhar o temor nas pessoas com suas lorotas proféticas sobre o fim do mundo. Como você pode falar que as trombetas possam ser tremores de terra? São trombetas, elas soam notas diatônicas e não percussivas caro amigo, será que Deus realmente é brasileiro e trocou sua trombeta no estilo Wagner por algo mais animado, quem sabe agora estão batendo tambores e o arcanjo Gabriel vem com o apito falando que Olodum é pelô e este ritmo quente vai até o fim do mundo?

Pois bem, seria um fim do mundo interessante, as sete batidas para o fim do mundo, seria como se fosse uma micareta apocalíptica! Com certeza os mais trues integrantes de bandas de Black metal do norte extremo da Europa se sentiram enciumados ao saber que ritmos de carnaval são os sinais do apocalipse.

Claro que o fato de o Haiti ficar em cima de uma rachadura tectônica não tem nada a ver, que o aquecimento global não esta fazendo o líquido por baixo das placas aquecerem feito um copo de água em um microondas e não esta facilitando a locomoção das placas e claro, a possibilidade de ter um real terremoto no Brasil, que esta em cima de uma placa, distante de qualquer rachadura, é a mesma que se eu jogasse um anzol num buraco negro, puxasse a linha com meu molinete e tirasse uma geladeira cheia de gremlins cantando “din gon bell”, mas enfim, deixando o sarcasmo de lado, eles simplesmente contrariou todas as leis da física, pegou um livro de Hawking e bolou um baseado com o sumário.

Mas pensemos da seguinte forma, todos nos somos susceptíveis a milagres, pós de piripimpim, os dinossauros foram lagartos que comeram muito fermento e o Olodum é o sinal final do apocalipse.

Mas, continuemos com nossa retórica sublime em cima do pensamento do nosso amigo, mas, voltando para a praga “gripe suína” (com voz de Zé do Caixão).

Pensemos o seguinte: ela é uma praga da ira de Deus. É isso! Você merece your son of the bitch! Ou, como diria o homem mais sabio que já pisou no planeta: “seu…. cocô”(Cobretti, Marion).

Eu, devido ao acesso direto ao urânio, não acredito que seja uma praga egípcia. Acredito que por algum motivo do qual destruísse todo embasamento teórico evolutivo das espécies, fez com que coincidentemente, após uma crise econômica mundial, um vírus da gripe, que tem mutações de forma calculada e prevista, conseguiu evoluir de uma forma tão absurda que fez os nossos amiguinhos suínos serem armas letais.

Digamos que após isso, teremos de deixar de usar a teoria dos jogos para cálculo probatório das espécies virais e começarmos a entregar ao caos e começar a acreditar que a evolução ficou espalhada em um mandelbrot evolutivo ou, acreditar que Deus está nos punindo.

Creio que também que o avanço tecnológico farmacológico está tão absurdo que mesmo sem terem previsto a evolução da espécie viral, conseguiram em menos de 1 ano, fazer uma vacina! Isso é incrível! Mágico! O sarampo demorou um decênio para ter sua vacina e a gripe A teve sua vacina em tempo recorde! Digamos que foi coincidência a necessidade de uma vacina em plena pós-crise, isso nem recuperaria a economia européia e mundial. Acaso.

Acredito que se eu falasse tudo isso para o servo de Deus, eu teria ido e voltado entre os pontos finais do metrô ou eu teria sido surrado até a morte como herege. Mas, nunca é ruim imaginar situações quando te incomodam.

Em todo caso, fica a idéia. Pense nisso!